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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Desvendando Porto Alegre

Porto Alegre

Cidade interessante aliás, existem muitas coisas que podemos classificar como interessantes, não é verdade?

Mas Porto Alegre é interessante mesmo, penso que não poderia começar minha incursão pelo sul do Brasil de forma mais positiva.

Gostei da cidade. Organizada? Sim, com sua lógica própria de organização como todo conglomerado urbano brasileiro, com sua multiplicidade de culturas, de cores, de estruturas.

As pessoas? Claro que só posso falar sobre aquelas com as quais mantive contato.

Motoristas de táxi e recepção do hotel, nota 5 (cinco), talvez seja o jeito gaúcho de receber o estrangeiro, o viajante, mas não posso afirmar, é uma impressão muito superficial, foi uma seqüência de eventos que começaram no avião e terminaram na recepção do hotel.

O atendimento nos estabelecimentos comerciais? Excelente, tive vontade de ficar mais um pouco.

Locais para visitação, também chamados de pontos turísticos? Tudo muito sinalizado, o atendimento ao turista é formidável, existe muito material impresso sobre os atrativos da cidade. Detalhe: não consegui ver tudo, hehehehe.

Caramba! Frio? Nem pensar, um calor imenso, mais de 30 (trinta) graus, bermuda e camiseta para desbravar o asfalto gaúcho.

O transporte coletivo não me pareceu eficiente, locais próximos não são servidos por linhas de ônibus, principalmente nos pontos turísticos. Pense, eles consideram 15 (quinze) minutos andando, um percurso normal e próximo, estranho...

Experimentei a culinária local, claro que faltou o bom chimarrão (e chimarrão é culinária?). Mas aqueles acessórios são de uso individual, mas já experimentei e espero me servir dele numa próxima vez.

Experimentei um peixe muito gostoso (não lembro o nome mas certamente não foi tambaqui, iiiiiiiiiiiiiiiiiiii,. Tinha camarão fresco no Mercado Central.

No tocante a este mercado, penso que ali está o espírito da cidade, seus sabores, cheiros, texturas as mais diversas, representadas por aquilo que considerei os ícones da região: pêssego, morangos, figos, várias espécies de leguminosas, nozes, nesplas, enfim, uma multiplicidade de frutos e frutas.

Ainda no mercado vi mariscos frescos, em grande quantidade, ervas aromáticas e especiarias.
A cultura negra estava representada, uma banca vendia artigos de umbanda além de folhas para banho, incensos, garrafadas, dentre outros elementos característicos.

E por falar em cultura negra, e como negro que sou, não poderia deixar de observar a presença dos negros na cidade. São negros diferentes, gostaria de saber de que partes da África vieram, vou pesquisar.

O passeio de barco no Guaiba foi muito gostoso, ver outras faces de Porto Alegre, a cidade vista do rio, foi uma oportunidade para percebê-la com outros olhos, sua poética, sua estrutura. Daí, bá, tchê, me dei conta do nome da cidade: Porto Alegre, pensei, será que os caras chegaram aqui pelo Guaiba e avistaram aquele lugar?

Não falarei sobre o que me levou a Porto Alegre, certamente não foi o turismo. Sai com uma impressão muito positiva e com vontade de voltar para conhecê-la melhor.

Aeroporto de Brasília, voltando para Manaus, 30.11.2008 às 12:02 (horário local).

domingo, 23 de novembro de 2008

Sobre juventude pós-moderna


Sobre juventude pós-moderna


Não tenho vinte anos, esta constatação me parece interessante.

Observo aqueles que, diferentes de mim, tem vinte anos. E ter vinte anos hoje não é a mesma coisa que ter vinte anos a algum tempo atrás.

É bonito ver a maneira leve e solta, alegre, festiva, preocupada e curiosa com que eles levam a vida hoje, é interessante ver seus piercings e tatuagens, Eu quero fazer também!

Como é interessante ver a curiosidade com que lidam com as questões de seu tempo, a necessidade de aproveitar o dia, de viver, a flexibilidade para ir e vir...

O desejo de ir às festas e encontrar-se com outros da mesma tribo, o desejo de compartilhar identidades e a vontade de saber...

Identidade em construção, em ebulição, instigadoras, interrogativas e provocativas.

Às vezes alucinadas, impulsivas e encantadas com a internet, a música, os artefatos eletrônicos e as múltiplas possibilidades que este tempo lhes oferece.

Carros, motos, aviões, grandes edifícios, muito dinheiro e liberdade contracenando como pobreza extrema, casebres, fome, andarilhos e presos.

Mas, aqueles que tem vinte anos estão se construindo, às vezes se re-construindo no ir e vir das marés ou dos banzeiros do rio, não sabem ao certo para onde vão, mas querem chegar.

A caminhada é cheia de incertezas, o mercado, o bem estar, a manutenção da vida, os amores, o sexo (sim, o sexo!!!!!!!!!!!!!), os desamores, o começo, o meio e o fim, o ontem, o hoje e amanhã?

Para eles a vida é assim, uma caixinha de surpresas que se abre todos os dias aos seus olhos.

Não sabemos o que vai sair dela: eu, você, o outro, o pai, a mãe, a escola, o futuro, livros, religião, fome, pestes, Deus, enfim... Não importa, eles querem abri-la e retirar aquilo de bom e de ruim que está dentro dela. (puts! Que coragem....)

Eles estão ai, vivendo, lutando, dormindo, fazendo, procurando, sorrindo e sonhando.

É verdade, hehehehehe, não tenho vinte anos...

Ameii... So tenho uma coisa a dizer adolescentes é tudo isso e mais um pouco...ushausha..bjos...

Formação de Professores

Estou estudando esta questão sobre formação de professores e quero partilhar....

A discussão em torno da questão de formação de professores está estritamente relacionada com a configuração do contexto político-econômico social e cultural da sociedade contemporânea.

O tema formação de professores foi secundarizado como pauta de discussões nas décadas anteriores na história da educação brasileira. Dentre outros motivos para que isso acontecesse, situa-se a forte presença de um modelo positivista de ciência e de uma abordagem de cunho psicologista da educação, que se concentraram mais nas explicações dos fenômenos e problemas educativos centrados em temas como repetência, fracasso e sucesso escolar, prevalecendo dessa forma o enfoque da avaliação por resultados, tendo como medida mais os produtos alcançados que os processos formativos em educação.

A partir dos anos oitenta esse tema assume relevância, tornando-se pauta em vários congressos, seminários relacionados à área educacional. Ocupa espaço nas políticas públicas de educação, em programas político-partidários, em propaganda governamental e também como forma de obtenção de empréstimo junto a organismos internacionais como, por exemplo, o Banco Mundial e outros.

O grande desafio que se impõe hoje para os cursos de formação de professores e para a educação em geral, situa-se na compreensão da profunda revolução do universo do conhecimento, o qual, potencializado pela explosão tecnológica, tem alterado de forma significativa as relações interpessoais, os processos formativos e os contextos institucionais das situações do trabalho docente.