Porto Alegre
Cidade interessante aliás, existem muitas coisas que podemos classificar como interessantes, não é verdade?
Mas Porto Alegre é interessante mesmo, penso que não poderia começar minha incursão pelo sul do Brasil de forma mais positiva.
Gostei da cidade. Organizada? Sim, com sua lógica própria de organização como todo conglomerado urbano brasileiro, com sua multiplicidade de culturas, de cores, de estruturas.
As pessoas? Claro que só posso falar sobre aquelas com as quais mantive contato.
Motoristas de táxi e recepção do hotel, nota 5 (cinco), talvez seja o jeito gaúcho de receber o estrangeiro, o viajante, mas não posso afirmar, é uma impressão muito superficial, foi uma seqüência de eventos que começaram no avião e terminaram na recepção do hotel.
O atendimento nos estabelecimentos comerciais? Excelente, tive vontade de ficar mais um pouco.
Locais para visitação, também chamados de pontos turísticos? Tudo muito sinalizado, o atendimento ao turista é formidável, existe muito material impresso sobre os atrativos da cidade. Detalhe: não consegui ver tudo, hehehehe.
Caramba! Frio? Nem pensar, um calor imenso, mais de 30 (trinta) graus, bermuda e camiseta para desbravar o asfalto gaúcho.
O transporte coletivo não me pareceu eficiente, locais próximos não são servidos por linhas de ônibus, principalmente nos pontos turísticos. Pense, eles consideram 15 (quinze) minutos andando, um percurso normal e próximo, estranho...
Experimentei a culinária local, claro que faltou o bom chimarrão (e chimarrão é culinária?). Mas aqueles acessórios são de uso individual, mas já experimentei e espero me servir dele numa próxima vez.
Experimentei um peixe muito gostoso (não lembro o nome mas certamente não foi tambaqui, iiiiiiiiiiiiiiiiiiii,. Tinha camarão fresco no Mercado Central.
No tocante a este mercado, penso que ali está o espírito da cidade, seus sabores, cheiros, texturas as mais diversas, representadas por aquilo que considerei os ícones da região: pêssego, morangos, figos, várias espécies de leguminosas, nozes, nesplas, enfim, uma multiplicidade de frutos e frutas.
Ainda no mercado vi mariscos frescos, em grande quantidade, ervas aromáticas e especiarias.
A cultura negra estava representada, uma banca vendia artigos de umbanda além de folhas para banho, incensos, garrafadas, dentre outros elementos característicos.
E por falar em cultura negra, e como negro que sou, não poderia deixar de observar a presença dos negros na cidade. São negros diferentes, gostaria de saber de que partes da África vieram, vou pesquisar.
O passeio de barco no Guaiba foi muito gostoso, ver outras faces de Porto Alegre, a cidade vista do rio, foi uma oportunidade para percebê-la com outros olhos, sua poética, sua estrutura. Daí, bá, tchê, me dei conta do nome da cidade: Porto Alegre, pensei, será que os caras chegaram aqui pelo Guaiba e avistaram aquele lugar?
Não falarei sobre o que me levou a Porto Alegre, certamente não foi o turismo. Sai com uma impressão muito positiva e com vontade de voltar para conhecê-la melhor.
Aeroporto de Brasília, voltando para Manaus, 30.11.2008 às 12:02 (horário local).
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
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