Na primeira parte da aula, Alberto nos convidou a estudar a história do design como artefato. Citou Zuccari que no séc. XVI utilizou a palavra DESIGN ou DESENHO definido-a como “UM SIGNO DI DIO I NOI” – Um signo de deus em nós.
No que respeita ao estudo da história do design, destacou que, só existe história porque existe a noção de design na realidade, este (o design) antecipa e evoca aquela (a história), apesar de nossa tendência em considerar os fatos históricos como desencadeadores do design. Ressaltou ainda que, muito do que se considera como design, não é design, trata-se de uma palavra moderna e sendo assim, precisa ser pensada como tal.
Por que a preocupação com o antigo e o moderno? Foi outra questão levantada no decorrer da aula. Segundo Alberto, existe uma necessidade contemporânea, acompanhando a tendência moderna de livrar-se do passado. Questão esta amplamente trabalhada por Le Goff como foi discutido no decorrer da aula.
Cipiniuk anotou na lousa o seguinte diagrama explicativo no tocante à forma como os verbetes moderno e contemporâneo podem ser pensados.
Categoria estética
Categoria histórica
Categoria estética
Categoria histórica
Moderno
Contemporâneo
Existem práticas, idéias, formas de pensar e posturas que, apesar de serem contemporâneas são pré-modernas nesta perspectiva, existem aspectos da nossa cultura e valores extremamente enraizados que, mesmo quando contracenam com e na contemporaneidade, às vezes travestidos como novidade, em sua essência constituem-se práticas e posturas pré-modernas.
Para Alberto: “não existe coisa mais pré-moderna que a paixão”. Esta requer uma maior reflexão, pois me inquietou.
Continuando, a discussão da aula girou em torno do fato de que há uma tendência para a contemporaneidade (o moderno) suprimir o passado. Talvez pela necessidade, apontada por Cipiniuk, de implantar o futuro no presente numa conjuntura onde o presente foi tomado pelo futuro, numa sociedade onde a máxima reside em viver o futuro hoje, aqui e agora. Este sentimento ou desejo de antecipar o futuro, faz do presente uma eterna novidade.
Assim, entende-se que é neste cenário que o design precisa ser pensado.
Será que podemos afirmar que o design é reflexo, é conseqüência desta conjuntura?
Dando continuidade às discussões, foi levantada a seguinte questão: O passado passa a ser visto como algo inerte e inabalável, em silencioso repouso. Sendo assim, não existe design no passado, o design não tem passado pois, design pressupõe presente, design pressupõe antecipar o futuro que está acontecendo aqui e agora, “Projetar” é previsão é antever o futuro, para que o presente seja sempre presente e seja tão presente que o passado não o alcance.
Esta perspectiva, por seu turno, deixa claro que não é possível pensar o design fora do presente. “Eu quero estudar a história para entender o presente”. Assim, “estamos negando a conexão com o passado”.
No segundo momento da aula passamos à exposição sobre o texto “Antigo/Moderno de Jacques Le Goff.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
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