Imagens de BH
Já conhecia a cidade, passei por ali algumas vezes, preocupado com o trabalho e com as responsabilidades .
Sem os compromisso do labor, não foi difícil perceber como a cidade é fluída, como a urbe se organiza, como os problemas que ela enfrenta não são diferentes de outros lugares.
No final, São Paulo, Salvador, Manaus, Rio, Recife e BH, enfrentam são modernas, são todas iguais.
A cidade tem seus atrativos, “BH não tem mar mas tem bar”.
Cidade grande com jeitinho de cidade do interior, povo acolhedor e hospitaleiro, sisudo, sorridente, atento, nervoso, ansioso, veloz, calmo, seguro, inseguro...
A cidade me recebeu de braços, portas e janelas abertas. Andei pelo centro, vi seus monumentos, igrejas ecléticas, símbolo da religiosidade mineira.
Praças arborizadas, projetos futurísticos, o moderno e o antigo: contraposição, talvez simbiose, tendência...
À noite, luzes de uma cidade acesa, vigilante, que se ergue cercada de montanhas. BH tem uma tendência à verticalidade que se acentua como que se projetasse para o alto, corroborando com sua vocação para ser grande.
Seus bares, compensam os mares, bom vinho, boa música, tendências, novidades, essências, cardápio de jogos, que manero (como dizem os cariocas!). Comida boa, à mineira.
Mercado Central, um show à parte. Ali, a cidade se encontra, culturas, tendências, os artefatos testemunham a confluência de raças, de povos, de jeitos e trejeitos, e de tendências. Os bares cheios, numa tarde quente de sábado, bebem, falam em meio àquela diversidade ... BH é Brasil.
À tarde Rodin, a Casa Fiat situada numa nova BH, cheia de grandes empreendimentos, pós-modernos, surreais, globais. A exposição, muita informação, uma riqueza sem fim, passamos horas ali. Ao lado estava Chagall, outro espetáculo de imagens, cores, formas que impressionam os sentidos e me dizem: a grande motivação é o amor.
O Mirante, ver a cidade iluminada, fotos, muitas fotos, a verticalidade, rumo ás alturas, o claro, o escuro, o tom, a cor, o som, mais arte, mais vinho, mais música, agora numa potente voz feminina, expressiva, simples, complexa, emocionante.
A síntese daquele fim de semana ímpar, excitante, quente, consciente, envolvente.
A Feira da Afonso Pena, um espetáculo à parte, desta vez não consegui fazer todo o percurso, olhar detalhes e seus transeuntes, ainda cansado do dia anterior, me interessava as obras de arte, os quadros.
A hora de partir, a despedida, um misto de emoções, inebriado, voltei para casa e aqui, sentado, posso dizer: saudade de BH, uai!