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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Certezas

O dia das certezas contém as incertezas da noite, a leveza do ar e a imensidão do firmamento;
O dia das certezas está coberto pelas nuvens espêssas do incerto, do incorreto e do imperfeito;

Neste dia em que, certezas se encontram com as incertezas da vida, cabe uma única atitude: conformar-se inconformando-se e gritar para não ficar louco, diante de tanta loucura;

No dia em que rolaram, as pedas da certeza pelos barrancos da vaidade, do egoismo, da infâmia e do juízo;
Um único suspiro, uma única convicção: não nos rendameos, nunca, não;

Ontém eu tinha certeza, hoje navego nos rios, nos lagos, nos igarapés da dor, do bem, do amor, da dor novamente, da beleza, da feiúra, do sim e do não, de quem tem armas para defender-se da desilusão;

Veja! Hoje é o dia da incerteza, do medo, da instabilidade, da dor e do deseprezo;
Mesmo que não pareça e ainda que adormeça, quero ter a certeza que a incerteza, inteira, completa e cheia, varreu a minha confiança, o meu amor, o meu romantismo e me deu luz, compreensão, em troca, mais decisão;

Um dia eu fui certeza, daquelas que são crédulas, crentes, confinates até demais, onde a verdade se confirma pelos lábios e a mentira se apresenta pelos fatos.
Sim! fui fiel, crente, consciente, consequente, temperante e até previdente.
Hoje sou errante, incerto, modesto? desconfiado, arrogante, podre, torpe, honesto? Incerto.

Navegar na incerteza traz o bem e o mal, a morte e a vida, o fim e o começo, depois o recomeço, proque o incerto não acaba nunca, recomeça sempre, para nunca se confirmar ou mesmo perdurar;
Está sempre por refazer-se, está sempre inacabado, pronto para recomeçar, isto dói...

No dia das incertezas, minha mente anda solta, meu corpo anda envolto numa bruma de calor, frescor, solidão;
No dia da i9ncerteza aprendi a camionhar sozinho, a sentir a instabilidade do horinzonte e não cair diante dos buracos, da lama, da chuva e dos tropeços;

No dia das incertezas, aprednir a ser feliz, ame contentar com o que já fiz e a lutar pelo que quis.
No movimento das incertezas me fiz novamente aprendiz, errante, distante, infante, diletante, uma estrela no horizonte;

No dia da incerteza, de coisas tão abstratas, de coisas que alegram e matam, me chamo, me amo, me engano;
Porque as incertezas, me fazem sentir tanto medo, me dão um aperto no peito, me obrigam a sentir de outro jeito.
Porque o certo no incerto se abriga e a fórmula que um dia eu tinha, hoje já não serve mais.

No dia das incertezas, quem dera que alguém me leia e entenda copmo estou vivo, sofrido, perdido, sorrindo.
Porque sofrer na incerteza é perder-se, é mara-se é achar-se e entender que isto tudo é normal.

No dia das incertezas, considero tudo um ganho, necessário ao meu desengano, que um dia pensei existir;
Porque ganhar e perder é comum, enganar-se e enganar é engano, aprende-se a olhar para os anos e ver que isto tudo é humano.

No dia das incertezas o amor, o torpor e a tristeza, nos conduzem à plena certeza, que o sublime está longe daqui.
Que o prazer é voraz e carnal, é pretexto é amram mortal que aclama o corpo e a alma, mas excita e perverte e diverte;

No dia das incertezas não quero terminar este diálogo, desabafo, idéias, são cacos, são pobres palavra de amor.
De incerteza que busca certeza, em palavras combinadas de alguém, que busca no meio do nada, a certeza do tudoi e do alguém.

Concluir incerteza é dificil mesmo num dia de luz e claridade que não reluz.
Concluo com uma certeza: a minha mão manuseia a caneta que acaba de expressar incertezas, incerteza, certeza, incerteza, que de tanto se repetir, talvez incerteza não seja, aquilo que em mim graceja.

Oliveira, 26.04.07

O fim

Tudo que começa chega ao fim.

Talvez esta afirmação não tenha, em sua essência, nada de novo. Particularmente, não vejo nenhuma idéia inusitada contudo, ainda não tinha parado para refletir sobre o fim.

Me ensinaram que a eternidade é o alvo, me ensinaram que existe um lugar em que tudo é perene, que as coisas são imutáveis e que nada se acaba.

Me ensinaram que devemos lutar pelo imutável, pelo provável, pelo perfeito e por conseguinte, pelo eterno.

Um eterno que acaba...

Ei, mas isto ninguém ensinou, caramba...

Sim, um eterno que tem início, meio e fim.

Existem coisas que acabam e deixam um gostinho de quero mais, um doce misturado com azedo, um azul misturado com laranja, um som melodioso misturado com uma textura ocre, porosa, translúcida.

Sim, acordei assim hoje, com este gosto amargo na boca, querendo mais, no entanto, ao colocar o pé no chão (o pé direito claro), decidi pensar sobre este gosto estranho, poderia dizer: o gosto do fim.

Resolvi pensar sobre o fim, saboreá-lo em sua plenitude, este gosto não será eterno; talvez, esteja esperando o momento para ser degustado por meio dessas palavras, talvez, não exista daqui a poucos instantes, talvez seja mera tentativa de adiar o inadiável, o fim.

Mas, é o fim... Estou remoendo esta palavra, na tentativa de encontrar o som inaudito, a textura escondida, como se quisesse divisar o fim antes do começo. Loucura!!!!!!

Puts, o começco do fim, que viagem...

Mas, porém, contudo, todavia, entratetanto, é o fim...

Que bom!

Ele chegou...., ele chegou..., ele chegou...chegou... O...

Fim.

Devaneios

Poesia
Irradia
Seu olhar contagia
Sua fé é nostalgia
O mundo fantasia
Mas você pé no chão
Mente, alma, coração
Muitas vezes, durão
Ambição, solidão
Outras doação, fraterna emoção
Entender, não sei não
Compreeender, uma opção
Não sei se faria
Mas a vida propcia
O querer e a aparição
As surpresas desta vida
Tem me feito pensar
Querer, viver, sorrir, gostar
Olhara para frente
Um novo horizonte
Construa, confie, crie, desponte
Seja você, seja, sim, seja não
Acima de tudo... coração!