Tudo que começa chega ao fim.
Talvez esta afirmação não tenha, em sua essência, nada de novo. Particularmente, não vejo nenhuma idéia inusitada contudo, ainda não tinha parado para refletir sobre o fim.
Me ensinaram que a eternidade é o alvo, me ensinaram que existe um lugar em que tudo é perene, que as coisas são imutáveis e que nada se acaba.
Me ensinaram que devemos lutar pelo imutável, pelo provável, pelo perfeito e por conseguinte, pelo eterno.
Um eterno que acaba...
Ei, mas isto ninguém ensinou, caramba...
Sim, um eterno que tem início, meio e fim.
Existem coisas que acabam e deixam um gostinho de quero mais, um doce misturado com azedo, um azul misturado com laranja, um som melodioso misturado com uma textura ocre, porosa, translúcida.
Sim, acordei assim hoje, com este gosto amargo na boca, querendo mais, no entanto, ao colocar o pé no chão (o pé direito claro), decidi pensar sobre este gosto estranho, poderia dizer: o gosto do fim.
Resolvi pensar sobre o fim, saboreá-lo em sua plenitude, este gosto não será eterno; talvez, esteja esperando o momento para ser degustado por meio dessas palavras, talvez, não exista daqui a poucos instantes, talvez seja mera tentativa de adiar o inadiável, o fim.
Mas, é o fim... Estou remoendo esta palavra, na tentativa de encontrar o som inaudito, a textura escondida, como se quisesse divisar o fim antes do começo. Loucura!!!!!!
Puts, o começco do fim, que viagem...
Mas, porém, contudo, todavia, entratetanto, é o fim...
Que bom!
Ele chegou...., ele chegou..., ele chegou...chegou... O...
Fim.
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